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Folheto da Festa Julho 2005

Fotos da Procissão

 

O dia de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da freguesia da Fuseta é o dia 16 de Julho. Para assinalar o facto era habitual, na véspera, lançar fogo de artifício, e acender uma grande fogueira no adro da igreja, onde também se fazia um baile. Esta festa sempre esteve tradicionalmente associada às chegadas e partidas dos navios bacalhoeiros.

O apoio e os fundos necessários são provenientes de entidades oficiais, de filhos da terra emigrados, de peditórios realizados na terra e ainda dos próprios pescadores que ao longo do ano vão colocando dinheiro num mealheiro existente a bordo que na altura da festa é entregue como contribuição para a mesma.

Por tradição a festa é iniciada com a vinda da imagem da Nossa Senhora do Livramento, tida como particular protectora dos marítimos em aflição, em romagem pelo mar, até à igreja da Fuseta onde permanece durante a festa. No mesmo dia à noite, há em regra um acto de variedades, com artistas expressamente contratados.

No dia seguinte, há uma missa em que se reza por alma dos pescadores mortos e ainda uma procissão acompanhada por uma banda de música. Nessa procissão, as duas Santas (a do Livramento e a do Carmo) saem rumo ao mar onde ficam uns instantes em atitude de benção pela fonte de trabalho daquela gente. Depois de percorrer as ruas da Fuseta, a procissão antes de regressar à igreja, passa ainda pela zona do cais onde os barcos fazem uma saudação tocando as sirenes e recebendo ao mesmo tempo a benção.

No terceiro dia de festa, de manhã, há diversas “corridas de sacos” (percorrer certa distância com os pés enfiados em sacos atados à cintura) e as chamadas “tiradas de fitas em bicicleta”, em que se procura, com aquelas em andamento, enfiar uma agulha numa argola com uma fita, o qual por sua vez está enfiado num arame entre dois postes.

No último dia de festa a Nossa Senhora do Livramento volta para a sua capela no Livramento em romagem por terra.

 

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Folheto da Festa Julho 2004

 

Bibliografia:                                                        

  • Oliveira, Carlos Manuel G. Ramos de; (1971); "Fuzeta - Uma Abordagem Antropológica"; Universidade Técnica de Lisboa; Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina.

  • Alunos 1ª Área da E.E.F. (1984); "Fuzeta - Usos e Costumes"; Faro, E.E.F.

Obs: Esta festa como tantas outras coisas, hoje em dia já não é o que era nem sequer uma pequena amostra, contribuindo para isto a cada vez mais difícil situação da pesca e da vida do pescador que cada vez mais tende a desaparecer… Contribuindo ainda para o mesmo, a importância cada vez menor atribuída às tradições com o seu consequente desaparecimento caminhando a passos cada vez mais largos….

 

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