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. A Origem do Nome

. O Como e o Porquê da Povoação

. O Desenvolvimento

. Bibliografia

. Neve na Fuseta

 

  » A Origem do Nome

De facto, não se sabe ao certo como se formou a palavra Fuzeta. Segundo alguns autores a Fuzeta, uma pequena povoação de pescadores teria o seu nome derivado de fozeta (diminutivo de foz), na circunstância de ali desaguar o pequeno ribeiro do Tronco. De Fozeta derivou o nome para Fuzeta respeitando a ortografia com ”z”. Há porém outros autores que não admitem a hipótese de Fuzeta ter a sua designação por se situar junto do rio e defendem esta hipótese por existir outra Fuzeta em plena Serra do Algarve (por cima de Tavira), e esta sem a existência de qualquer rio ou foz. 

Por outro lado, existem também pessoas que afirmam que o pequeno rio que desagua na Fuseta tem de nome Eta, e daí o nome de Fozeta (Foz do Eta).

Outra hipótese dada à origem do nome de Fuzeta é baseada em mapas muito antigos que registam a presença de figueiras naquela região. Por este motivo algumas pessoas defendem a hipótese do nome de Fuzeta derivar de figueira (feyeta-ficetum).  

Há por outro lado quem afirme que nenhuma versão satisfaz o problema da origem do nome da Fuzeta. Ele teria sido atribuído devido ao nome de uma família que por certo se radicou ali exercendo alguma influência.  

Dados concretos, pelos vistos não existem pelo que se continua ainda hoje à espera de que os dados que se vão encontrando, um dia contribuam para a confirmação da verdadeira origem do nome de Fuzeta.

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-» O Como e o Porquê  da Povoação                                

Encontra-se o nome de Fuzeta, no primeiro mapa de Portugal feito em Veneza, segundo Joel Serrão. Esta povoação como a quase totalidade dos povos marítimos algarvios teve a sua origem em aglomerados populacionais de cabanas de junco ou colmo que durante séculos formaram os centros habitacionais à beira-mar. Serviam estas cabanas para habitação e arrecadação onde se guardava os apetrechos e utensílios das pescas.

No caso da Fuzeta a população foi permanecendo devido à modalidade da pesca do atum por meio de armações. Além disso era factor primordial e propicio à fixação da população, a óptima situação geográfica, dotada de uma ria abrigada de uma barra que permitia o acesso ao mar, abrigo para os barcos assim como o escoamento das pescas por ficar relativamente perto da principal artéria que ligava as duas principais cidades da época, Tavira e Faro.  

Em 1572, a Fuzeta era apenas um sítio que, pouco a pouco, se foi desenvolvendo e aumentando em população, vindo depois a constituir um lugar que, em 1758 com cerca de 149 fogos estava ainda incluído na freguesia de Moncarapacho. Em 1784, tinha já 132 habitantes e em 1790 contava com 90 pescadores e 6 barcos que se dedicavam à pesca nas águas costeiras do Algarve. Em 1802, existiam ali 172 fogos e 649 habitantes, e em 1828, 249 fogos e 960 habitantes.

A população da Fuzeta foi aumentando até que se justificou a construção de uma capela ligada à freguesia de Moncarapacho. Assim todos os domingos vinha um padre de Moncarapacho celebrar uma missa. Sabe-se que esta capela foi construída com as esmolas dos pescadores. Diz-se ainda que o mau tempo mantinha durante meses intransitáveis os caminhos sobretudo em invernos rigorosos que eram frequentes nesses tempos e então foi criada a freguesia para que a população tivesse o seu pároco. Apenas no ano de 1835 a Fuzeta constituiu uma paróquia independente, tendo em 1837, 272 fogos e 1090 habitantes.

Depois da independência em relação a Moncarapacho, criou-se uma certa rivalidade entre estas localidades, chegando ao ponto dos rapazes fuzetenses não poderem namorar raparigas de Moncarapacho e vice-versa.

Antigamente ao longo da costa algarvia existiam torres de vigilância cuja finalidade era vigiar a aproximação dos barcos piratas que vinham roubar e pilhar as pequenas aldeias piscatórias como a Fuzeta  onde existiram três torres de que hoje restam apenas ruínas.

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-» O Desenvolvimento

A Fuzeta cresceu com o desenvolvimento das pescas, sobretudo as armações de atum. Mais tarde passaram os pescadores da Fuzeta a ir para ao mares da Terra Nova e Gronelândia à pesca do bacalhau e nesse tipo de pesca foram considerados os melhores pescadores do Mundo, como descreve o escritor inglês Allan Viller que mencionou alguns deles, como personagens imortais das suas obras.

Em 1841, existiam na Fuzeta 13 caiaques que iam pescar a Larache, de Abril a Setembro, vendendo grande parte do pescado aos naturais dali. De outubro até ao fim da Quaresma, pescavam nas águas de Setúbal, indo vender o peixe a Lisboa. O número de lanchas era, na mesma altura de 28, as quais trabalhavam apenas na zona costeira do Algarve.

Entretanto, as cabanas que de início existiam, foram-se convertendo em casas de alvenaria. Os habitantes dedicavam-se também ao cultivo dos campos, havendo boas terras com vinhas, alfarrobeiras, oliveiras, amendoeiras e figueiras e, sendo o vinho e o azeite fabricado em lagares próprios.

As pescas eram porém a actividade mais importante vindo à Fuzeta muitos almocraves comprar peixe para o Alentejo e terras vizinhas.

Até 1876, esteve a Fuzeta incluída no termo de Tavira, passando por decreto real de 22 de Março daquele ano a pertencer ao termo de Olhão.

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Bibliografia:                                                        

  • Oliveira, Carlos Manuel G. Ramos de; (1971); "Fuzeta - Uma Abordagem Antropológica"; Universidade Técnica de Lisboa; Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina.

  • Alunos 1ª Área da E.E.F. (1984); "Fuzeta - Usos e Costumes"; Faro, E.E.F.


 

Obs:  Por esta altura, já deve ter reparado que o nome da vila, neste site, aparece escrito por vezes, de duas formas distintas: 'Fuzeta' e 'Fuseta'. Isto deve-se ao seguinte, antigamente é certo que se escrevia Fuzeta mas, a determinada altura e devido aos famosos acordos ortográficos alguém decidiu que se deveria passar a escrever Fuzeta com 's' e não com 'z' o que se manteve durante muito tempo. Aconteceu então que, há relativamente poucos anos 'alguém' mais uma vez decidiu que se deveria voltar a escrever pelo modo antigo, o que nem toda a gente acatou. Por isso é fácil encontrar o termo escrito de ambas as formas e sem se poder dizer qual delas a mais correcta. Esperemos apenas que não apareça mais nenhum acordo ortográfico....

 

S a b i a   q u e . . .

- Já nevou na Fuseta ? !   Eis a prova:

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